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Uso de antidepressivos cresce 12,4% entre adultos

Estudo revela que medicamentos para depressão já são os mais utilizados na base de beneficiários, atrás apenas de antibióticos

Atualizado em 07/01/2026 às 10:01, por Vanderlei Abreu.

Uso de antidepressivos no Brasil

Imagem gerada por inteligência artificial

Um levantamento recente da Funcional Health Tech, líder em tecnologia para programas de suporte a pacientes, revela um avanço significativo no consumo de antidepressivos entre adultos de 29 a 58 anos. Nos últimos dois anos, o número de usuários desta classe de fármacos subiu 12,4%, consolidando-se como o segundo tipo de medicamento mais utilizado na base do Benefício Farmácia.

O que os dados revelam sobre o comportamento?

Enquanto a busca por antidepressivos cresceu, o uso de ansiolíticos apresentou uma queda de 10,6% no mesmo período. Os dados da Funcional conversam com indicadores do IBGE, que apontam que mais de 10% da população adulta já recebeu diagnóstico médico de depressão. Para a companhia, monitorar esses perfis é essencial para criar programas de adesão ao tratamento que sejam realmente eficientes para o ecossistema de saúde.

Por que o consumo de medicamentos está subindo?

O aumento não é visto apenas como um dado negativo, mas como um reflexo de uma sociedade que começou a encarar o bem-estar emocional com mais seriedade. Alexandre Vieira, diretor médico da Funcional Health Tech, analisa que a queda do tabu sobre o tema facilitou o acesso ao tratamento. “Esse aumento reflete tanto o impacto do estilo de vida moderno, marcado por jornadas longas, estresse e insegurança econômica, quanto uma mudança cultural importante: hoje falar sobre saúde mental e buscar tratamento deixou de ser tabu para boa parte da população.”

Qual o papel das empresas nesse cenário?

Com a saúde mental tornando-se um tema crítico para políticas públicas e corporativas, a Funcional reforça que o acompanhamento contínuo é a chave para evitar crises maiores e garantir a produtividade e a qualidade de vida. Dr. Alexandre Vieira conclui reforçando a urgência da pauta. “O crescimento do uso de antidepressivos entre adultos não é isolado, está associado a uma prevalência significativa da doença e às pressões da vida moderna. Isso reforça que saúde mental é um tema crítico e urgente para políticas de saúde.”