Uso de antidepressivos cresce 12,4% entre adultos
Estudo revela que medicamentos para depressão já são os mais utilizados na base de beneficiários, atrás apenas de antibióticos
Imagem gerada por inteligência artificial
Um levantamento recente da Funcional Health Tech, líder em tecnologia para programas de suporte a pacientes, revela um avanço significativo no consumo de antidepressivos entre adultos de 29 a 58 anos. Nos últimos dois anos, o número de usuários desta classe de fármacos subiu 12,4%, consolidando-se como o segundo tipo de medicamento mais utilizado na base do Benefício Farmácia.
O que os dados revelam sobre o comportamento?
Enquanto a busca por antidepressivos cresceu, o uso de ansiolíticos apresentou uma queda de 10,6% no mesmo período. Os dados da Funcional conversam com indicadores do IBGE, que apontam que mais de 10% da população adulta já recebeu diagnóstico médico de depressão. Para a companhia, monitorar esses perfis é essencial para criar programas de adesão ao tratamento que sejam realmente eficientes para o ecossistema de saúde.
Por que o consumo de medicamentos está subindo?
O aumento não é visto apenas como um dado negativo, mas como um reflexo de uma sociedade que começou a encarar o bem-estar emocional com mais seriedade. Alexandre Vieira, diretor médico da Funcional Health Tech, analisa que a queda do tabu sobre o tema facilitou o acesso ao tratamento. “Esse aumento reflete tanto o impacto do estilo de vida moderno, marcado por jornadas longas, estresse e insegurança econômica, quanto uma mudança cultural importante: hoje falar sobre saúde mental e buscar tratamento deixou de ser tabu para boa parte da população.”
Qual o papel das empresas nesse cenário?
Com a saúde mental tornando-se um tema crítico para políticas públicas e corporativas, a Funcional reforça que o acompanhamento contínuo é a chave para evitar crises maiores e garantir a produtividade e a qualidade de vida. Dr. Alexandre Vieira conclui reforçando a urgência da pauta. “O crescimento do uso de antidepressivos entre adultos não é isolado, está associado a uma prevalência significativa da doença e às pressões da vida moderna. Isso reforça que saúde mental é um tema crítico e urgente para políticas de saúde.”








