FIB: como o bem-estar redefine o sucesso corporativo
Conceito de Felicidade Interna Bruta transforma a gestão de pessoas em pilar estratégico para resultados
Durante décadas, o sucesso de uma companhia foi medido exclusivamente por indicadores financeiros como lucro e produtividade. Hoje, essa visão limitada está sendo substituída por uma lógica mais humana e sustentável. Inspirado na filosofia do Butão, o conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) propõe que empresas saudáveis só existem quando produzem pessoas saudáveis.
Criado originalmente nos anos 1970, o FIB considera nove pilares fundamentais, que vão desde a saúde física e mental até a vitalidade comunitária e o propósito de vida. No ambiente corporativo, essa visão ampla abraça o trabalho não apenas como uma obrigação, mas como um meio para uma existência plena. Organizações que adotam essa métrica enxergam o colaborador em sua totalidade.
A aplicação prática dessa filosofia está redesenhando a cultura das empresas que desejam ser protagonistas em 2026. Ao integrar a felicidade à rotina, as marcas fortalecem seus negócios e constroem relações de confiança muito mais profundas. É a transição definitiva de um modelo focado apenas em números para um modelo focado genuinamente em vidas.
Qual é o futuro do trabalho humano?
O avanço acelerado da inteligência artificial e o envelhecimento da população global forçaram uma mudança radical na forma como nos relacionamos com a carreira. Atualmente, viver mais não é o único objetivo; o foco agora é viver melhor durante toda a jornada profissional. Saúde emocional, autonomia e aprendizado contínuo tornaram-se as megatendências que guiam o novo mundo do trabalho.
Nesse cenário, surge com força a formalização de benefícios antes impensáveis, como o ano sabático e as “microaposentadorias”. Dados indicam que o número de empresas que oferecem períodos de pausa estruturados dobrou desde 2019. A lógica é permitir que o profissional recarregue suas energias em ciclos, garantindo longevidade e prevenindo o esgotamento ao longo de décadas de atuação.
Para muitas organizações, repensar o ritmo de trabalho é a única forma de manter talentos de alta performance engajados por longos períodos. A carreira linear está dando lugar a uma trajetória mais modular, onde o equilíbrio pessoal dita o ritmo da evolução profissional. Quem não se adaptar a essa demanda por pausas estratégicas terá dificuldades imensas em reter os melhores profissionais do mercado.
Por que investir em felicidade gera lucro?
Investir no bem-estar integral dos colaboradores deixou de ser um “mimo" para se tornar uma vantagem competitiva mensurável. Cargos como o de Chief Happiness Officer (CHO) já ocupam cadeiras estratégicas na alta gestão, com a missão de integrar a felicidade aos KPIs do negócio. Além de melhorar o clima, essa prática reduz drasticamente os custos com afastamentos e rotatividade de pessoal.
Evidências científicas dão suporte a essa estratégia corporativa. O estudo da Universidade de Harvard sobre o desenvolvimento adulto, o mais longo da história, revela que a qualidade das relações interpessoais é o principal fator para uma vida longa e feliz. No trabalho, isso se traduz em ambientes colaborativos e psicologicamente seguros, em que a conexão entre as pessoas é valorizada tanto quanto as metas técnicas.
Quando a felicidade vira cultura, a empresa se torna um imã para talentos qualificados que buscam mais do que um salário competitivo. O engajamento gerado por um propósito claro e por um cuidado genuíno reflete-se diretamente na criatividade e na inovação. O retorno sobre o investimento em felicidade é sentido no fortalecimento da marca empregadora e na solidez dos resultados financeiros de longo prazo.
Como a Quanta Previdência aplica o FIB?
No Brasil, a Quanta Previdência, sediada em Santa Catarina, destaca-se como um dos casos mais bem-sucedidos de aplicação da Felicidade Interna Bruta. Administrando mais de R$ 7,5 bilhões, a entidade utiliza o monitoramento semanal do clima interno para guiar suas decisões de Gente e Cultura. O acompanhamento é feito em dimensões como benefícios, conexão com a liderança e crescimento pessoal.
Esse compromisso com a escuta ativa rendeu à Quanta o Selo de Engajamento da Abrapp, na categoria Ouro, e o prêmio de Líderes ESG do LIDE SC. A felicidade do colaborador lá não é apenas um discurso, mas um KPI mensurado mensalmente para garantir que o ambiente permaneça saudável. É um exemplo de como a previdência privada pode ser o centro de um ecossistema de bem-estar integral.
Mayara Santos, head de Gente, Cultura & Educação da Quanta, reforça que o compromisso da marca sempre foi além dos números tradicionais. Para ela, a cultura de vanguarda da empresa acredita na influência direta da felicidade sobre os produtos e resultados finais. O foco é transformar vidas e criar um impacto real no ambiente de trabalho com uma gestão humanizada e preditiva. “A escuta ativa não é discurso: é prática. Faz parte do cotidiano da Quanta uma cultura de vanguarda que acredita na sua força e influência sobre os colaboradores e resultados. Nosso compromisso é transformar vidas e fazer a diferença”, afirma.
Qual o impacto na vida do colaborador?

A trajetória de Ithaara Sagaz, especialista em Contratos e Licenciamentos na Governança, Riscos e Compliance, que completa 13 anos na Quanta, ilustra perfeitamente o impacto dessa cultura na retenção de talentos. Ao longo de mais de uma década, ela passou por diversas áreas e liderou projetos estratégicos, sentindo-se valorizada em cada etapa. Para ela, a motivação elevada é fruto de um ambiente que incentiva o crescimento constante e celebra as conquistas individuais.
A felicidade no dia a dia é construída com gestos concretos e mimos que reconhecem a história de cada funcionário na casa. Benefícios que alcançam a família e incentivos à formação acadêmica fazem com que o colaborador sinta que a empresa investe em seu futuro de verdade. Essa percepção de valor gera uma gratidão que se traduz em alto desempenho e compromisso com o propósito da organização.
Durante a pandemia, por exemplo, a empresa ofereceu suporte emocional e infraestrutura de home office antes mesmo da demanda se tornar crítica. Esse acolhimento rápido reforçou os laços de confiança e permitiu que os colaboradores se sentissem próximos e valorizados, mesmo à distância. Histórias como a de Ithaara mostram que, quando a empresa cuida da pessoa, o profissional naturalmente brilha e evolui junto com o negócio.
Felicidade pode ser uma vantagem competitiva?
Os números da Quanta comprovam que cuidar de pessoas é, acima de tudo, um excelente negócio para os acionistas. Nos últimos cinco anos, a entidade registrou um crescimento de 16,33% em seu patrimônio, mais que o dobro da média do mercado de previdência fechada. Esse desempenho superior é atribuído à tríade de inovação, educação e tecnologia, sustentada por um time altamente engajado e feliz.
Denise Maidanchen, CEO da Quanta, salienta que construir um ambiente saudável é uma escolha estratégica vital para a longevidade corporativa. Ao integrar a previdência à rotina e preparar o colaborador para o futuro, a empresa cria um ecossistema de suporte que empodera as pessoas. Longevidade, para a executiva, não é apenas viver mais, mas viver com segurança e qualidade em todas as fases da vida.
Em um mercado cada vez mais competitivo, oferecer um ambiente que promova saúde física, emocional e financeira tornou-se o grande diferencial das marcas líderes. A Felicidade Interna Bruta deixou de ser um conceito utópico para se tornar o novo padrão de sucesso no mundo do trabalho. Como o exemplo da Quanta demonstra, o futuro do RH pertence a quem escolhe colocar a felicidade humana no centro da estratégia. “Construir um ambiente saudável é uma escolha estratégica. Em um cenário de mudanças aceleradas, empresas que cuidam de pessoas saem na frente. Longevidade não é só viver mais, e sim viver com qualidade e segurança”, conclui a CEO.








